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Bolsonaro é recordista em pedidos de impeachment na Câmara; são 60 desde que tomou posse

“Dar resposta a crimes do Executivo, incluindo analisar denúncias de crimes do presidente da República” é uma prerrogativa que deve ser implementada, defendida pelo PT na negociação para a sucessão da Mesa da Câmara dos Deputados.


Bolsonaro é considerado genocida - FOTO: Divulgação -

A invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, atiçou o espírito golpista do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Na contramão da reação mundial, Bolsonaro aproveitou para fazer ameaças futuras. “Se não tiver voto impresso em 2022, vamos ter problema pior”, afirmou ele. Bolsonaro também lançou suspeição sobre as eleições de 2018. As suas declarações resultaram em novas ações junto ao STF para pedir investigação sobre as suas declarações.


Na segunda-feira, 11, a Câmara dos Deputados dos EUA deu início ao segundo processo de impeachment de Donald Trump. Os democratas apresentaram uma resolução que pede o afastamento do presidente por incitação à insurreição e à violência na invasão do Capitólio, na quinta-feira, 7. A resolução foi tomada após Trump ter estimulado uma multidão a sabotar a confirmação de Biden pelo Congresso Nacional dos Estados Unidos.


Enquanto isso, nos últimos dias, Bolsonaro enfrentou novos pedidos de impeachment, que chegam ao recorde de 60 processos na Câmara dos Deputados. Os autores são partidos, parlamentares, pessoas comuns e iniciativas combinadas entre partidos e organizações da sociedade civil. O tema mais recorrente entre os pedidos é a acusação de interferência na PF. Entre os pedidos, também está a conduta irresponsável na condução da pandemia, apologia à tortura e racismo.


A defesa do impeachment integra os compromissos da aliança para a eleição da Mesa da Câmara, presente no item 3.6 da carta firmada pelos partidos de oposição, divulgada na segunda-feira, 4. “Dar resposta a crimes do Executivo, incluindo analisar denúncias de crimes do presidente da República” é uma prerrogativa que deve ser implementada, defendida pelo PT na negociação para a sucessão da Mesa da Câmara dos Deputados.


Na carta-compromisso, assinada pelos partidos de oposição, o PT defendeu “utilizar todos os instrumentos constitucionais destinados a assegurar o respeito à Constituição, às leis e à democracia, como as CPIs, convocação de autoridades e decretos legislativos, inclusive a análise e resposta institucional sobre crimes, por ação ou omissão, que afetem a vida do povo, imputados a autoridades do Poder Executivo. A redação é do site do PT.

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