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Deputado considera grave a situação de quilombolas em Ilhéus; “São ameaçados por pistoleiros"


Retomada de terra em quilombo de Ilhéus - FOTO Divulgação

Ameaça de morte a famílias e violência contra criança em área de quilombo na zona rural de Ilhéus, no sul da Bahia, deixaram o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) indignado. Nesta terça-feira (22), o parlamentar petista destacou a retomada das terras do Quilombo ‘Alto Terra Nova’ como fundamental para as famílias que vivem na área com relatos históricos de conflitos, defendeu apuração urgente sobre denúncias de ameaças de pistoleiros na região e a expulsão dos agressores da região após caso envolvendo adolescentes e crianças.


“As famílias quilombolas denunciam que têm recebido inúmeras ameaças de morte e que isso tem preocupado as pessoas que vivem na comunidade tradicional, no distrito de São José. Além das ameaças, os acampados denunciam também a destruição da fauna e flora e um atentado com arma de fogo no último domingo [20], que feriu uma criança. É preciso apuração urgente do Ministério Público da Bahia [MP-BA] e das forças policiais do estado. É inadmissível essa situação”, sintetiza Valmir.


Em texto difundido pelos quilombolas em redes sociais, eles narram que o território é ocupado pelos quilombolas por direito adquirido por meio do governo federal, via Fundação Palmares (processo 01420.101947/2018-96) em 2019. Eles também pedem proteção das vidas, do meio ambiente e da natureza na região. Segundo as denúncias, pistoleiros e foragidos da justiça de Minas Gerais estão dentro do quilombo ameaçando os moradores, que estão ilhados sem energia elétrica e sem sinal de internet – cortados pelos agressores.


A comunidade quilombola já denuncia a ação dos invasores há tempos e aponta que existem derrubadas de árvores de madeira de lei e destruição das nascentes. Além dos fazendeiros, a Bamin (Bahia Mineração) também vem desmatando a Mata Atlântica, conforme relatam os moradores. “Os invasores estão retirando ilegalmente espécies como jequitibá, louro, cedro, caraíva e sapucaia, necessárias para a fauna local. Espécies em extinção como mico-leão-dourado, paca, cutia, tatu, corsa, catitu, vêm morrendo, sendo atropeladas em fuga na rodovia por conta do desmatamento ilegal”, reforçam.


Os quilombolas também são contra a destruição da mata e dos dendezais. Para sobrevivência própria, a comunidade produz azeite de dendê. No último domingo, a comunidade Alto Terra Nova fez uma retomada de parte do seu território, onde o suposto proprietário cercou e batizou de Fazenda Terra Nova. Cerca de 50 pessoas adentraram pacificamente os portões, sendo ameaçados por pistoleiro, que efetuou um disparo de arma de fogo. “Agora esses quilombolas estão sob ameaça e é necessário que os órgãos competentes dos governos federal e estadual façam a demarcação, delimitação e titulação das terras, trazendo paz para a região”, completa o deputado Valmir Assunção.



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