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Desespero pré-eleição, PEC é igual a picolé: sobra só o palito na mão do povo


Na noite da quarta-feira (13), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC do Desespero, ou PEC Kamikaze. Fruto do desespero de Jair Bolsonaro para conseguir algum apelo popular, a proposta tem custo estimado de R$ 41,25 bilhões e aumenta valores de programas sociais, além de criar benefícios. O problema para ele é que, ao contrário do que gosta de fazer, não dá para impor sigilo de 100 anos à memória do povo brasileiro.


O texto aumenta o piso do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, promete zerar a fila do benefício (hoje de 1,6 milhão de pessoas), propõe R$ 1,05 bilhão para o reajuste do auxílio-gás, cria o auxílio caminhoneiro de R$ 1 mil, prevê auxílio mensal a taxistas, subsídios para transporte gratuito de idosos e para a produção de etanol.

A motivação eleitoreira é clara, já que tudo isso vira abóbora no final de 2022. Depois de destruir programas e políticas, devolver o país ao Mapa da Fome, deixar a inflação corroer o orçamento doméstico e promover o maior desmonte da história, Jair acha que pode apagar do povo a memória dos mais de 670 mil mortos pela covid-19, o desemprego e o desalento.


“Agora o presidente está tentando aprovar isso, aprovar aquilo. R$ 41 bilhões para ver se ele consegue ganhar as eleições”, criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia, em 2 de julho. "É como se fosse um sorvete: chupou, acabou. Fica com o palito na mão".





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