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Dominada por bolsonaristas, CPI do MST termina semestre sem produção efetiva, avalia Valmir Assunção



Na manhã do dia 12 de julho, a Câmara dos Deputados promoveu a última reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o MST antes do recesso parlamentar. Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), integrante da comissão, o balanço dos trabalhos revela uma inoperância das investigações.

“A CPI contra o MST é dominada por bolsonaristas. Eles transformaram o colegiado em um palanque que requenta a disputa eleitoral. Não produziram nada relevante. Os momentos em que eles mais se alteram são quando denunciamos os crimes ambientais do agro, o envolvimento com casos de trabalho escravo, além da correlação de parte do agronegócio com o financiamento de atos golpistas. O único especialista realmente sério, o professor e jurista José Geraldo trouxe elementos que confirmam a legalidade e a legitimidade da luta pela reforma agrária”, disse Assunção.


Foto: Gustavo Bezerra

Para o parlamentar baiano, o espaço deveria ser utilizado para aprimorar a legislação sobre reforma agrária e participação social. “No entanto, não é esse o objetivo dos bolsonaristas. O que eles pretendem é criminalizar todo e qualquer movimento social mediante debate de baixo nível, interrupção da fala das deputadas ali presentes. Terminamos essa etapa sem nenhuma produção efetiva”, completou.

Os deputados do PT, PSOL e PCdoB encaminharam ao STF uma notícia-crime contra bolsonaristas na CPI do MST. Na peça, os parlamentares denunciam os abusos de autoridade e crimes cometidos por parlamentares que participaram de diligência em um acampamento da Frente Nacional de Lutas, no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Na lista de irregularidades estão a invasão de domicílios, ameaças, coações e exposição forçada das pessoas na mídia, além de “outras ações deletérias, reprováveis e repugnantes num Estado Democrático de Direito”.

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