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Inflação desenfreada deixa carrinhos de supermercado dos brasileiros cada vez mais vazios


- FOTO: Ricardo Stuckert -

Assim como os postos de combustível, os supermercados do Brasil são o ponto de partida para entender a grave crise econômica e social que o país atravessa no governo Bolsonaro. Com uma inflação anual acima dos dois dígitos, a renda da população trabalhadora derreteu e os carrinhos chegam até os caixas com cada vez menos produtos.


Uma reportagem do portal G1 apresentou um levantamento feito em uma parceria entre o Dieese e o Procon-SP, que mostra na prática como o poder de compra dos brasileiros caiu nos últimos três anos. Os dois institutos comparam uma lista com os mesmos 17 produtos de alimentação e higiene da cesta básica, para mostrar quanto custaria a compra em 2020, 2021 e 2022.


Os resultados foram assustadores. Em 2020, a mesma quantidade de alimentos (arroz, feijão, café, ovo, carne, frango, leite, batata, pão francês, açúcar, óleo, farinha e margarina), itens de higiene (papel higiênico e creme dental) e de (sabão em pó e limpador multiuso) custava R$ 126,28. No ano seguinte, os mesmos itens custavam R$ 161,60. E agora, em 2022, o valor subiu para R$ 189,52. Um aumento de 50% em relação a dois anos atrás.


Uma segunda simulação feita pelo G1 com dados dos institutos contabiliza a quantidade dos mesmos 17 itens que o consumidor poderia comprar com R$ 200 ao longo dos últimos três anos, para ilustrar a queda do poder de compra e os efeitos da inflação que, mais uma vez, ficam mais do que evidentes.


Em 2020, era possível comprar com R$ 200: 2 sacos de 5kg de arroz, 3kg de feijão carioca, 2 pacotes de meio quilo de café em pó, 2 dúzias de ovos, 2 litros de leite, 2kg de carne de primeira, 2 caixas de sabão em pó, 1 creme dental, 1 kg de batata, 2 kg de frango, 1 kg de pão francês, 2 pacotes de açúcar, 2 frascos de limpador multiuso, 2 litros de óleo de soja, 2 kg de farinha de trigo e 2 margarinas.


De acordo com o resultado, em março de 2022, para fazer uma compra com o mesmo valor, o consumidor teria de deixar nas prateleiras 1 dúzia de ovos, 1 kg de feijão, 1 litro de leite, 1 kg de carne, 1 pacote de papel higiênico, 1 kg de frango, 1 pacote de açúcar, 1 limpador multiuso, 1 litro de óleo de soja. 1 kg de farinha de trigo e 1 margarina.


Controle da inflação é prioridade

Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o controle inflacionário é algo essencial para garantir um mínimo de qualidade de vida para a população mais pobre do país. Em uma entrevista recente, ele comentou sobre a situação das pessoas que conseguem levar cada vez menos comida para casa.


“Controlar a inflação é uma obrigação para garantir ao povo trabalhador o seu poder de compra, o seu poder aquisitivo, para que as pessoas não tenham que piorar a qualidade da sua comida a cada dia. Eu tenho visto muita gente na televisão dizendo: hoje eu fui no supermercado, eu comprei menos, eu diminuí a minha compra, eu trazia um carrinho cheio agora estou trazendo meio carrinho. Eu comprava carne, eu comprava um quilo de carne por semana, hoje eu compro um quilo de carne por mês”, declarou ele.


FONTE: Site oficial de Lula

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