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MST oferece alimentação saudável à milhares de indígenas no Acampamento Terra Livre


Por Bianca Feifel Do Brasil de Fato/Brasília (DF)


Milhares de indígenas de povos de todas as regiões do Brasil estão acampados na área do Complexo Cultural da Funarte, em Brasília, para a 19ª edição da maior mobilização indígena do país, o Acampamento Terra Livre (ATL), que acontece entre os dias 24 e 28 de abril. Para apoiar a luta e garantir uma alimentação saudável e livre de venenos para os acampados, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em parceria com a Articulação de Povos Indígenas do Brasil (APIB), montou uma cozinha solidária no acampamento.

Segundo Mônica Barbosa, dirigente do MST no DF, 7 mil indígenas, além do pessoal das equipes de logística e apoio, estão recebendo três refeições diárias (café, almoço e jantar) feitas com alimentos orgânicos produzidos e comprados das áreas do movimento no DF e Entorno. É o segundo ano de funcionamento da cozinha no acampamento.

“A gente construiu uma ligação bem legal com os indígenas e estamos aqui novamente montando esse diálogo e cooperação. A gente se identifica com eles, através dessa luta pelo direito de morar bem, de poder criar nossos filhos sem ser atacados, de plantar árvores”, conta Mônica.


São servidas cerca de 18 mil refeições por dia, preparadas por homens e mulheres do campo sob orientação de duas nutricionistas. De acordo com Ana Paula Ferreira, uma das nutricionistas da cozinha solidária do MST, os cardápios foram montados para oferecer uma alimentação equilibrada, nutritiva e que abrange a diversidade alimentar dos povos.

Dentre os alimentos oferecidos que marcam essa diversidade estão a mandioca, feijão, batata, abóbora moranga, queijo, além de frutas e carnes de frango, porco e gado compradas de pequenos produtores.


Luta conjunta


Os homens e as mulheres do campo que estão apoiando o ATL através da cozinha solidária afirmam que o gesto de solidariedade é fruto do entendimento de que a luta dos trabalhadores rurais e dos povos indígenas é muito parecida e deve ser unificada.

“Nós todos lutamos pelos nossos direitos e pela terra. Os indígenas querem a demarcação de uma terra que já é deles e que lhes está sendo negada. E a gente quer a conquista de um pedaço de terra para poder plantar alimentação saudável. Além da terra, nós queremos promover saúde para as pessoas e cuidado com o meio ambiente”, afirma Jovina Oliveira, moradora do acampamento Noelton Angélico, em Brazlândia.


É a segunda vez que Ivair Prata participa da cozinha solidária do MST no ATL. Segundo ele, que também é acampado do Noelton Angélico, é muito bom servir os “parentes”.

“Porque quando a gente precisa deles, eles também ajudam o MST. A nossa luta é parecida. Eles estão aí brigando com o pessoal que mexe com ouro, com desmatamento e que estão tomando as áreas dos indígenas. E a gente, os sem terra, está procurando terra improdutiva para plantar”, explica.


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