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Valmir condena reintegração de posse sem base jurídica por empresa em Porto Seguro durante pandemia


Reintegração de posse em Porto Seguro deixa, ao menos, 50 famílias sem onde morar - FOTO: Divulgação -

Ao menos 50 famílias já perderam tudo que tinham durante a reintegração de posse feita por empresa sem ordem judicial, que começou na semana passada, no município de Porto Seguro, no sul da Bahia. De acordo com os moradores, mais de 350 famílias vivem há mais de 10 anos no local e a Construtora Habitar foi quem realizou a reintegração na região do anel viário da cidade baiana. Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), a situação é estarrecedora. Ele defende os trabalhadores e trabalhadoras e pede intervenção urgente da justiça e do Ministério Público da Bahia (MP-BA)


"É uma falta de respeito e de uma maldade sem tamanho, jogar as máquinas em cima dos poucos bens que essas famílias conseguiram, uma reintegração de posse criminosa, sem suporte jurídico. Vamos lutar para reverter essa situação. Isso é um absurdo, o Congresso Nacional precisa saber disso, vamos denunciar ao Ministério Público e não vamos desistir de lutar por dias melhores para as famílias em vulnerabilidade social e econômica", dispara Valmir Assunção.


Imagem mostra área ocupado por famílias há mais de 10 anos - FOTO: Divulgação -

Uma manifestação dos moradores do local fechou o anel viário e cobra uma ação urgente da justiça porque as pessoas perderam tudo. Para o presidente da Central de Associações das Comunidades Tradicionais, da Agricultura Familiar e Campesina da Bahia (Cecaf), Eudes Queiroz, a situação é inadmissível e envolve famílias que já produzem na região por um longo tempo. Ele defende diálogo e diz que "as famílias não têm para onde ir" e que perderam tudo que tinham no momento da reintegração.


"As pessoas estão indignadas, derrubaram tudo sem nem avisar. Um absurdo que Porto Seguro presenciou neste final de mês. Lamentável essa situação, em plena pandemia, as famílias já estavam vulneráveis e, agora, estão ainda mais, pois não têm onde ficar. As autoridades precisam intervir e resolver essa situação, não podemos deixar essas famílias desassistidas", completa Eudes Queiroz.






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